domingo, 4 de março de 2012


Meus dedos pedem pelo seu corpo, meus lábios pedem pelos seus beijos, meus sentidos pedem para perderem a razão junto a ti. Sinto calor, o tempo está abafado mas eu não me importaria de me derreter entre seus braços, abraços, amassos. Perderia o ar contigo, misturaria os hálitos, os hábitos, enquanto você me habitaria, sou morada tua, você é meu lar. Sou piso oco neste instante sem tua presença aqui, saudade faz companhia e me deixa conturbada, preciso de sua presença contaste para de desejos não morrer, para que o amor não compadeça e não se isole em solidão, preciso de você pra amar, pra fazer de amor verbo a se conjugar. Quero suas mãos dedilhando cada partícula minuciosa de meu corpo, e que me faças entender que o mundo é você ao abrir um belo sorriso, quero percorrer-te como se fosse caminho da perfeição, mesmo sabendo que é perdição. Que se formem gotas de orvalho de nossos corpos, que se encontrem nossas mãos, que desarrumemos o lençol, que cada canto pequeno do quarto seja menor ainda mais que o redor se faça maior para caber nossas loucuras. Loucura é amar, mistura de desejo, afeto, romance, paixão, dor, sofrimento e alegria, loucura é sentir apenas um sentimento e ter todos aglomerados e entregues em pacote, destinatário sendo eu. Venha saciar minha sede de você, de te querer sempre perto, pois distância anda me afetando, me corroendo, fazendo que o calor escalde meus poros e me sufoquem, só me acostumei com teu calor, não com o do tempo. Venha queimar minha língua com o ar quente de teus lábios, venha cantar aos meus ouvidos mais uma de suas travessuras geográficas ilusórias, venha ser fantasia, e que nós nos percamos em nosso mundo imaginário. Apenas eu você, nada mais.

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