domingo, 18 de março de 2012


Ela tinha uma boca rosada e dentes brancos que quando se misturavam formavam um belo sorriso. Cabelos longos e loiros, até pareciam seda. Olhos cor de mel, que exibiam um brilho extraordinário com a luz do Sol. Não tinha um corpo cheio de curvas, mas havia curvas no sorriso. Curvas de quem um dia já se euxariou-se de sofrer. Essa menina tinha poses sutis, perfume florado e pele lisa, mas ainda assim era triste. Tinha vários amigos, pais legais, casa bonita mais ainda sim faltava algo. Algo que a completasse e lhe oferecesse sorrisos verdadeiro. Ainda que sorrir fosse tudo, achava que amar era preciso. Afinal, amar apesar de tantas dores também nos trás a felicidade. Mas aonde encontrar alguém certo para ela? Ela que de errado tinha tudo. Sabia qual era o certo, mas se encantava com o errado. Isso já é de praxe, a dama se apaixonar pelo vagabundo. E de vagabundo ele também tinha tudo. Roubou seu coração sem a intenção de magoá-la mas a deixou com medo da vida. No começo eles eram perfeitos um para o outro. Ela achou que finalmente havia achado um verdadeiro motivo para sorrir. Até que tinha mesmo achado. Ele a fazia sorri como ninguém, um toque já a levava ao delírio. Mas como de costume, no fim os príncipes são sapos. O errado que tanto a encatava, acabou a destruindo. Sorrisos se tornaram raros, lágrimas constantes. Sua rotina girava em torno de lágrimas e devaneios. O tempo passou. Ela superou. Ele voltou. Voltou ainda mais errado. Ele não havia mudado em nada, continuava o mesmo idiota de sempre. Iludindo garotas e depois caindo fora. Ela o observava de longe e sabia que no fundo ainda sentira algo por ele, mas sabia também, que não poderia deixar um reles mortal, roubar o sorriso de seu rosto. Não dessa vez

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