A gente se aproximou tão rápido não é? E eu ainda lembro das quantas noites mal dormidas que eu tive por tua causa. É, você me magoou até mais do que eu imaginei. Quando que tudo isso vai passar? Essa dor, com uma mistura de amor. Uma rima com a outra e junta sempre uma pitada de solidão e um salpique de tristeza. Rimamos? Não. Fomos uma frase esquecida. Meu eu lírico sempre pensou ser mais forte do que realmente é, e um dia caiu a ponte que demorou tanto tempo para ser construída. Ontem eu vi você, e como em todos os outros dias, o peso em mim mesma quase me colocava além do chão por não poder nem sequer te abraçar. Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Como é que eu nunca cansei de te dizer isto? – ou pensar, no caso, pois eu nem podia falar que eu te amava na sua frente -. Agora nunca pude deixar de mencionar que nesses quase dois anos o que você mais fez foi me magoar. Porque o amor faz a gente tomar em um gole só da dor de outra pessoa. Um veneno mortal. Eu bebi disto e passei mal por horas e horas. O teu amor me causou mal. Amor não deveria ser amor se não fosse correspondido, não é? Acho isso uma grande injustiça. Porque a gente tem que sofrer pelo outro? Porque temos que amar alguém sem que esta pessoa nos ame? E sofrer, óbvio. Ah, como eu queria que tudo isso fosse diferente. Mas eu sei meu amor, isso nunca vai ser diferente. Você é o completo oposto de mim. E eu ainda acreditando na história mesquinha de que os opostos se atraem. Isso não é nenhuma verdade. Eu acho que as pessoas nunca têm noção da quantidade de amor que depositam em uma pessoa. É gigante. Engole o teu coração e se ame por dentro. Se amar antes de amar qualquer outra pessoa. Mas eu não vou ser que nem as outras. Eu prometo te deixar ir, e volte se quiser e a hora que quiser. Dizem que a maior prova de amor é quem espera o tempo necessário para que a outra a ame também. Então me ame? Eu juro que eu e deixo ir, mas apenas me prometa que quando voltar estará me amando, como eu te amei. Ai eu penso “calma, vai dar tudo certo, você vai deixar ele ir e vai ser forte”. Mas ai entra um zumbido irritante e voraz, que me devora por dentro querendo que eu te puxe e te sussurre: “ei, fica aqui”. Falar isso era o que eu mais queria, mas também o que eu mais temia. Quando que você vai vim? Nunca mais. Eu te odeio, e te amo, eu quero que você suma, mas ao mesmo tempo eu não quero. Ah, afinal, nem eu sei direito o que se passa ma minha mente. Mas de uma coisa a gente sabe: Borboletas no estômago a gente só sente nas horas que você está apaixonado. E as minhas borboletas estavam a mil então. Eu me lembro dos contos de fadas, que quando eu os lia eu me imaginava casando com um príncipe, banhada de castelos e riquezas, e eu pedi tanto e tanto para a fada madrinha, que ela se estressou e acabou trazendo o pior dos sapos que existiam no reino
terça-feira, 13 de março de 2012
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