terça-feira, 13 de março de 2012


Aí garçom, embrulha um pouco de maturidade pra viagem! Acho que me empanturrei demais de inocência e tolice, me deu uma baita indigestão. Prometo a mim mesma: “Nunca mais como tanto assim! Tampouco provarei disto novamente”. Inocência deu-me enjôo e tolice muita dor de cabeça. Não dá mais não, passar tanto mal assim atoa, por nada, sabe? Na verdade, por nada não, por quem não merece (…) A gente andando aí pela rua, pisa num chiclete, suja o tênis todo, passamos longos minutos limpando o bendito como se quando alguém pisa em nós surge alguma alma caridosa pra “nos limpar”.
Vou devorar a maturidade logo, cansei de ser essa menina bobinha, chatinha e tola. Que faz todos se cansarem rápido e se sintam incomodados com a minha presença. Quero ser a menina interessante, de bem com a vida e consigo mesma, desapegada dos problemas fúteis e de pessoas inúteis. Quero me levantar de manhã, com aquele cabelo despenteado, cara amassada, me olhar no espelho e dizer: “Deus, obrigada por mais este dia! O Senhor não sabe o quanto fico feliz em poder acordar”. Quando alguém me perguntar: “Você está bem?”, quero ter uma resposta sincera na ponta da língua: “Sim, eu estou bem”. E aí vou realmente estar, não vou mais precisar forçar sorrisos e esconder as lágrimas, vou ser transparente como água. Se eu estiver mal, choro. Se estiver feliz, sorrio. Se tiver com raiva, brigo. Dou de ombros a hora que quiser e ai de quem ousar em palpitar.
A vida é dura né, meio complicada. Ela às vezes é covarde, nos bate… Mas nem mais nem menos do que nós podemos aguentar. Dói, eu sei. Mas apesar disso tudo ela nos dá o poder de poder mudar na gente o que queremos a hora em que quisermos. Algo interior, óbvio. Porque com o externo a gente acaba se acostumando com o tempo e aceite, ele nem merece ter tanta importância assim quanto algumas pessoas dão

Nenhum comentário:

Postar um comentário