quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

amedr0ntada:

“Por essa noite sinuosa, passeio vagarosamente sob as estradas obscuras e sem vida. Os ponteiros marcavam 03h.am da madrugada, e eu continuava andando, sem rumo, sem ter pra onde ir, mas eu precisava fugir um pouco de si mesma, um pouco dessa realidade cruel, que afaga qualquer coração amedrontado pela vida. Não pense que foi fácil sorrir pra vida, quando o que ela fazia era virar as costas pra mim, sem motivos algum. Meus olhos se encontravam vazios e negros, não existia brilho, pois dentro de si, não se encontrava esperanças, acho que eu nunca me acostumei de fato com a solidão. Achei que já estava acostumada a chorar todos os dias e pelas noites vagas, perambular, como quem não tem pra onde ir ou pra onde fugir. E acho que foi isso que sempre aconteceu, eu passei a vida fugindo desses devaneios que a vida trás, como a chuva que caí e saí arrastando tudo que ver pela frente, a espreita do medo gritava como quem clamava por socorro, suplicava com seus olhos marejados de lágrimas, ora, já não aguento mais, tampouco meu coração. Já não me reconheço mais, tudo mudou, já não sou como antes. Ora, fui doce e meiga, meus olhos viviam repleto, com brilhos intensos comparados ao brilho das estrelas, mas com um tempo perdi a essência, a vontade de viver. Com os acasos da vida me tornei essa moça amarga, sem vida, acompanhada de acidez que corre entre minhas veias e corrompe meu ego, destruindo cada parte sinuosa do meu coração. Lacrimeja o que te entorpece, sentia dentro de si a dor que emergia como um vulcão em erupção. Ora, o sol já estava nascendo para um novo dia e ela já havia perdido a sua noite de sono, com suas psicoses banais e seus pensamentos frustrantes na calada da noite. “Ah tanto tempo, que eu não sei o que é sorrir e sentir-se bem, livre de qualquer psicose banal” Meus risos se tornaram extintos, tampouco a felicidade existe. Dentro de si, aflorava a dor, algo aterrorizante, que a acompanhava pelos seus dias solitários e amargos”.  __Amedr0ntada.

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