“Vai passar, você sabe que vai. Talvez hoje, amanhã, daqui um, dois meses, quem sabe? Pense bem; o verão está ai. E com ele vem o sol - raios frutíferos de um “levanta essa bunda daí e vá viver a tua vida”, os jogadores sarados do time de vôlei do seu irmão caçula, sorvete de morango e os biquínis fio dental. Mas biquínis brancos, eles levantam a bunda, e enchem os seios. E é isso que moleque gosta. Vamos pequena, não, pequena não, isso já virou tão clichê quanto a palavra clichê, se é que me entende. Ai tá o x da questão, entender. Tá faltando gente inteligente. Não ao ponto de saber a densidade de um átomo, ou as tão importantes colocações verbais de uma frase. “A língua portuguesa é um porre” já dizia meu avó. Vou tentar novamente. Vamos gostosa - melhorou, não? Não venha com esse falso moralismo idiota, já estou por aqui com essa hipocrisia em demasia, não venha me dizer que não gosta que lhe chamem de gostosa, ou olhem pra sua bunda. Não me diga o contrário. Todo mundo gosta. Deveria gostar pelo o menos. É bom se sentir desejável. Não que eu queira dizer, que se sentir um objeto sexual para moleques do segundo ano seja algo para se orgulhar. Mas é bom. É bom se sentir palpável. Vamos assim dizer. Palpável no sentido de alguém. Por que ora, se você se encontra agora, perdendo o seu preciso tempo lendo esse texto de merda, escutando um rock melódico, você não se sente alguém lá muito importante. E é pra se sentir? Você acorda as 5 horas da matina pra ir para escola, como o bep-bep programado do despertador redondo e cinza, e ás vezes até sorri pro adesivinho “sorria você está sendo filmado”, orgulha-se de ser mais uma pecinha do jogo da sociedade? Quando eu estava lendo Jogos Vorazes, o Peeta disse algo parecido como um não quero ser apenas uma peça dos jogos deles. Não se trata de uma Capital, e seus jogos para relembrar os tempos de escuridão, mas sim de uma sociedade medíocre e seus brinquedinhos manipulados. Falando em Peeta, deveriam escrever um livro: Como ser homem com Peeta Mellark. Homem. É isso que tá faltando. Não veja pelo ângulo errado. Mas tá faltando homem. Homem que bebe nas festas do fim do bimestre e te liga na madrugada, homem que te pega no colo, te bota nas costas e sai pela orla da praia, homem que invés de te dar uma caixa de bombons Ferrero Rocher, e trás uma rosa amarela, vermelha não, é comum de mais, monotonia não cola, ele que cola, gruda bem grudado. Homem que torce pro time que ta jogando contra o seu só pra te ver irritada, que te chama de linda quando você acorda, e de feia quando se arruma para sair com as amigas, homem que não quer deixar você sair com as amigas, não com aqueles vestidinho, ele até compra uma burca pra você. É, ta faltando homem.Homem. Com “H” maiúsculo.''
domingo, 29 de abril de 2012
“Vai passar, você sabe que vai. Talvez hoje, amanhã, daqui um, dois meses, quem sabe? Pense bem; o verão está ai. E com ele vem o sol - raios frutíferos de um “levanta essa bunda daí e vá viver a tua vida”, os jogadores sarados do time de vôlei do seu irmão caçula, sorvete de morango e os biquínis fio dental. Mas biquínis brancos, eles levantam a bunda, e enchem os seios. E é isso que moleque gosta. Vamos pequena, não, pequena não, isso já virou tão clichê quanto a palavra clichê, se é que me entende. Ai tá o x da questão, entender. Tá faltando gente inteligente. Não ao ponto de saber a densidade de um átomo, ou as tão importantes colocações verbais de uma frase. “A língua portuguesa é um porre” já dizia meu avó. Vou tentar novamente. Vamos gostosa - melhorou, não? Não venha com esse falso moralismo idiota, já estou por aqui com essa hipocrisia em demasia, não venha me dizer que não gosta que lhe chamem de gostosa, ou olhem pra sua bunda. Não me diga o contrário. Todo mundo gosta. Deveria gostar pelo o menos. É bom se sentir desejável. Não que eu queira dizer, que se sentir um objeto sexual para moleques do segundo ano seja algo para se orgulhar. Mas é bom. É bom se sentir palpável. Vamos assim dizer. Palpável no sentido de alguém. Por que ora, se você se encontra agora, perdendo o seu preciso tempo lendo esse texto de merda, escutando um rock melódico, você não se sente alguém lá muito importante. E é pra se sentir? Você acorda as 5 horas da matina pra ir para escola, como o bep-bep programado do despertador redondo e cinza, e ás vezes até sorri pro adesivinho “sorria você está sendo filmado”, orgulha-se de ser mais uma pecinha do jogo da sociedade? Quando eu estava lendo Jogos Vorazes, o Peeta disse algo parecido como um não quero ser apenas uma peça dos jogos deles. Não se trata de uma Capital, e seus jogos para relembrar os tempos de escuridão, mas sim de uma sociedade medíocre e seus brinquedinhos manipulados. Falando em Peeta, deveriam escrever um livro: Como ser homem com Peeta Mellark. Homem. É isso que tá faltando. Não veja pelo ângulo errado. Mas tá faltando homem. Homem que bebe nas festas do fim do bimestre e te liga na madrugada, homem que te pega no colo, te bota nas costas e sai pela orla da praia, homem que invés de te dar uma caixa de bombons Ferrero Rocher, e trás uma rosa amarela, vermelha não, é comum de mais, monotonia não cola, ele que cola, gruda bem grudado. Homem que torce pro time que ta jogando contra o seu só pra te ver irritada, que te chama de linda quando você acorda, e de feia quando se arruma para sair com as amigas, homem que não quer deixar você sair com as amigas, não com aqueles vestidinho, ele até compra uma burca pra você. É, ta faltando homem.Homem. Com “H” maiúsculo.''
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